A equipa sénior deslocou-se na noite de ontem ao reduto do líder, Casa do FCP Lourosa, para disputar a 27ª jornada do campeonato. Num jogo decisivo para as aspirações das duas equipas, assistiu-se a um desafio muito disputado e extremamente emocionante, com os adeptos do SC Beira-Mar (os Ultras Auri-Negros) a apoiarem os seus atletas durante toda a partida. Os Auri-Negros faziam-se ouvir e, em campo, os atletas cumpriam o seu papel: bem organizados e concentrados, apresentavam um jogo de qualidade.

Logo no início do encontro, golo de Gil na marcação de um penalty por derrube claro de Moreira (0-1). Com este golo, começou a pressão sobre os árbitros. A formação da casa chegou ao empate num lance confuso dentro da área de "Gato", que não conseguiu evitar o desvio feito por um atleta de Lourosa (1-1). Após o empate, os beiramarenses continuaram a "mandar" no jogo e a fazer uma boa circulação de bola com Moreira em destaque. Aos 12 minutos, após um canto, Moreira assistou Nando que, oportunamente, fez o 1-2 para o SC Beira-Mar. Com o segundo tento dos aveirenses surgiu também o primeiro lance polémico com Nando a ser expulso por alegada simulação, quando o jogador auri-negro foi derrubado por 2 atletas da equipa de Lourosa. Segundo amarelo para Nando e consequente ordem de expulsão (bastante injusta, diga-se). Em consequência, também o director Leitão recebeu ordem de expulsão do banco, com uma arrogância nunca antes vista. Este lance de Nando acabou por marcar pela negativa a primeira parte pois, verdade seja dita, até ao momento o jogo estava a ser muito disputado e correcto. Até ao final da 1ª parte, o SC Beira-Mar conseguiu manter a vantagem mesmo em inferioridade numérica. Resultado ao intervalo (1-2).

A 2ª parte iniciou-se tal e qual havia terminado, ou seja, a equipa da casa com mais um atleta em campo fazia de tudo para tentar igualar o encontro. Mas foi novamente a equipa de Paulo e Israel a marcar e a aumentar a vantagem. Após uma defesa, o guarda-redes "Gato" iniciou a jogada, deixando para trás alguns adversários e, no momento certo, isolou Sérgio Peixinho que fez o 1-3 para os aveirenses. Golo muito aplaudido nas bancadas e, por isso mesmo, a dupla de arbitragem achou por bem sancionar disciplinarmente o autor do golo, Sérgio Peixinho por este ter festejado o tento juntos dos adeptos auri-negros. Rigor a mais nas decisões e sempre em prejuízo da equipa forasteira que, embora estivesse em vantagem de 2 golos, tinha a certeza que, a qualquer momento, iria ser alvo de castigo e sanção. Em vantagem numérica e em inferioridade no resultado, o Lourosa aumentou a pressão e conseguiu mesmo criar situações de perigo, bem anuladas defensivamente pelos beiramarenses. A meio da segunda parte, o autor do 3º golo aveirense, Sérgio Peixinho, foi expulso com segundo cartão amarelo por alegado derrube de um jogador Lourosense à entrada da área. Novamente a jogar com menos um atleta, os aveirenses conseguiram manter a vantagem, embora nesta fase desafio já toda a equipa estivesse "amarelada". Já depois de Moreira ter desperdiçado o quarto golo, que cara-a-cara com o guardião forasteiro, desperdiçou uma ocasião de golo iminente, foi finalmente a equipa de Lourosa que conseguiu reduzir com um remate forte e colocado (2-3). A dualidade de critérios era enorme. Os atletas da casa davam-se ao luxo de marcar golos e de festejar virados para os adeptos auri-negros, em atitudes meramente provocatórias. Mas nem um amarelo saiu dos bolsos de tão bons árbitros "distritais".
A 7 minutos do final da partida, a equipa do SC Beira-Mar dispôs de um livre de 10 metros mas que não conseguiu aproveitar, dado que o guardião da casa se atirou (literalmente) para a frente de Gil, acertando ainda no atleta aveirense. Mais uma vez, os dois juizes não tiveram coragem para sancionar disciplinarmente o atleta da casa e, muito menos, para mandar repetir o livre. Já perto dos últimos 5 minutos de jogo, surgiu o empate para a equipa de Lourosa, num lance em que os jogadores aveirenses foram demasiado passivos e permitiram que o adversário empatasse. Com 3 minutos para jogar e já depois de algumas ocasiões de golo desperdiçadas por parte do SC Beira-Mar, o conjunto da casa conseguiu passar para a frente do marcador pela primeira vez (4-3). A partir daqui, os comandados de Paulo Cruz e Israel apostaram no 5º homem, situação que viria a ser benéfica pois, no primeiro lance, Moreira foi novamente derrubado dentro da área, sendo assinalada a respectiva grande penalidade que o capitão Gil converteu (4-4). Escusado será dizer que o autor do penalty (derrube pelas costas) não recebeu o devido segundo cartão amarelo (e consequente expulsão), que deixaria os beiramarenses a jogarem com mais um atleta durante 2 minutos. Após o empate, a equipa do Beira-Mar manteve a estratégia de jogar com 5º homem e, num dos lances finais, o capitão Gil foi expulso por ter jogado a bola antes do seu meio campo defensivo, sendo sancionado com 2º cartão amarelo! Os jogadores de Paulo e Israel nem conseguiam acreditar no que estava a acontecer... De mencionar ainda que o primeiro amarelo de Gil havia sido momentos antes, por alegadamente o atleta entrado em campo com a camisola fora dos calções. No mínimo surreal!
A 3 segundos do final, novo livre de 10 metros e consequente conversão deu a vitória ao Casa do FCP Lourosa. Perante os muitos adeptos aveirenses, o presidente do SC Beira-Mar (António Regala) e o vice-presidente (Jaime Machado), o resultado ficou 5-4.
Os atletas beiramarenses foram autênticos heróis perante a "roubalheira" de que foram alvo. Não se trata de não saber perder, trata-se sim de ser impedido de ganhar. O SC Beira-Mar jogou 6 minutos com menos um jogador, viu-se privado de três peças fundamentais (Nando, Peixinho e Gil) e, mesmo assim, nunca baixou a cabeça. Uma vez mais, de má memória o Pavilhão da C+S Lourosa, onde os senhores do apito não deixaram o SC Beira-Mar ganhar! Fica a revolta! Simplesmente escandaloso!!!